jusbrasil.com.br
30 de Julho de 2021

Como organizar sua startup para captar os primeiros investimentos

Nesse artigo vamos explicar o que é essencial para que sua startup esteja pronta na hora de receber o primeiro investimento-anjo.

Cunha Mantovani Advogados, Advogado
há 2 meses

Ao iniciar uma startup, por mais inovadora que seja a ideia e por mais determinados que sejam seus fundadores e seu time, para o negócio crescer, é necessário recursos.

Para isso, precisam de um investidor que esteja disposto a acreditar na ideia e principalmente nas pessoas que compõem a startup.

Um dos primeiros tipos de financiamento de uma startup é o investimento-anjo. Inclusive, falamos sobre esse tipo de investimento aqui neste artigo.

Hoje nós vamos te explicar o que você, empreendedor, precisa fazer para organizar sua empresa para receber esse investimento sem dores de cabeça.

Entenda como funciona o investimento-anjo em startups

Um investidor que acredita no potencial da startup decide aportar um valor para que a startup comece suas operações.

Além do valor em dinheiro, o investidor também pode contribuir com outros tipos de recursos ou até mesmo seu conhecimento e experiência no mercado para contribuir com o desenvolvimento do negócio.

Como o investidor-anjo irá empregar dinheiro e esforço naquela startup, há muitas exigências para a escolha da startup, por isso, é importante que antes mesmo da operação, haja a validação do negócio.

Com isso, será possível demonstrar que aquele produto ou MVP (minimum viable product) está validado perante ao público consumidor e tem potencial para crescimento, uma vez que as pessoas estão dispostas a pagar por aquele produto.

Esse tipo de investimento é recomendado para startups que ainda estão em fase muito inicial ou ainda não começaram suas operações, porém, mesmo no início, é importante uma preparação jurídica para a entrada de investimentos.

Esse preparação pode ser feita em conjunto com a validação do MVP, com a validação jurídica desse produto, analisando se há viabilidade jurídica, qual o cenário regulatório para o nicho de mercado pretendido e até mesmo a segurança relativa à privacidade de dados.

Ao se preparar juridicamente, é possível mostrar ao investidor que sua startup está pronta para receber investimentos e continuar crescendo.

O investimento mais desejado pelas startups: o Venture Capital

Para empresas que já estão em operação e na fase de growth, há o investimento por Venture Capital, que é um tipo de investimento realizado em empresas um pouco mais estabilizadas e precisam de recursos financeiros para acelerar as operações e expandir no mercado.

Com o objetivo de potencializar o resultado e faturamento de startups, o investidor, ao realizar o aporte, adquire o direito de fazer parte do quadro societário da startup, essa operação é firmada através de Contrato de Mútuo Conversível.

Como o VC é realizado em startups um pouco mais desenvolvidas mas que ainda tem muito crescimento pela frente, é importante uma estruturação inicial do negócio, assim os fundadores demonstram que realmente estão determinados a fazer aquele negócio expandir.

Pontos que precisam de atenção na hora de buscar investidores

Agora está na hora de fazer a estruturação do negócio. Ou seja, colocar ordem na casa para apresentar sua ideia.

Lembrando que quanto mais organizado você estiver, mais valor você agrega para o investidor, o que te dá uma margem maior para negociação de participação e aporte.

Ao decidir que precisa de investimento, a startup precisa estruturar seu modelo de negócio para apresentar uma empresa que possui segurança jurídica para suportar o crescimento que vai ocorrer quando receber investimento.

Para isso, é necessário ter uma pessoa jurídica constituída, com tipo societário favorável para entrada de investimentos, bem como Memorando de Entendimento entre os sócios fundadores, garantindo que estes estejam alinhados com o propósito da empresa.

Além disso, é importante ter fluxos estruturados dentro da empresa, como contratos firmados com colaboradores e clientes. Além de garantir a segurança jurídica para a startup, é um atrativo para investidores.

Outro ponto importante para receber investimentos é a adequação da sua empresa à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD.

Inclusive, em um dos episódios do reality show Shark Tank em que empresas buscam investimento com grandes empresários e investidores, o investimento foi condicionado à adequação à Lei Geral de Proteção de Dados da startup.

Assim, com a crescente preocupação sobre privacidade e tratamento de dados, boas práticas de segurança podem ser um diferencial para chamar a atenção para que os investidores visualizarem potencial de crescimento e credibilidade no negócio.

Esses são os principais pontos que vão garantir segurança jurídica para os sócios e transmitir credibilidade para o investidor que é um negócio seguro e que tem potencial para crescer.

Se você quiser que a gente fale um pouco mais sobre cada um desses itens, nos conte aqui nos comentários o artigo, ok?

Nossa equipe fica à disposição para auxiliar você e sua empresa a dar esse passo tão importante em busca do seu primeiro investimento-anjo.


Mariana Souza é assistente jurídica no Cunha Mantovani Advogados - CMA.

O CMA é um escritório totalmente online que atende empresas de tecnologia e startups em todo o Brasil. Inovação, tecnologia e visão de mercado são as bases do nosso trabalho.

Visite o nosso Instagram e fale com a gente pelo WhatsApp.

0 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)